Instituto Cultural de Ponta Delgada

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

Arquivo

Antero de Quental

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Nível de Descrição: Documento simples
Código de Referência: PT/ICPD/CFD.00630
Tipo de Título: Atribuído
Datas de Produção: 1887
Dimensão e Suporte Negativo, vidro, p/b, 130x180 mm, gelatina e sal de prata
Autoria/Produção: José Pacheco Toste - Photographia Central (Ponta Delgada, Portugal)
Entidade Detentora: Instituto Cultural de Ponta Delgada
História Administrativa / Biográfica / Familiar:

José Pacheco Toste (1850-1923), aprendeu a fotografar com Mariano Machado, tendo iniciado a sua carreira como fotógrafo ambulante. Em 1875 estabeleceu a Photographia Central, na Rua do Valverde (hoje Rua Manuel Inácio Correia), em Ponta Delgada, primeiro no n.º 48 e depois no n.º 58. Mais tarde o estabelecimento passou a ser conhecido como Foto Toste, já sob a direção da filha Maria das Dores Amorim Toste e do genro Jacinto Óscar Dias Rego (1871-1950), mantendo atividade até aos anos 1950. Com morte deste último, a família encerrou a fotografia, vendendo o seu espólio ao fotógrafo Gilberto Nóbrega.

História Custodial e Arquivística:

Acervo do Instituto Cultural de Ponta Delgada. Doação: Ana Maria Nóbrega (Julho, 2017).

Fonte Imediata de Aquisição ou Transferência: Doação
Âmbito e Conteúdo:

Antero Tarquínio do Quental (1842-1891), natural de Ponta Delgada, onde nasceu a 18 de abril de 1842, filho de Fernando do Quental e de sua mulher Ana Guilhermina da Maia. Oriundo de uma das mais antigas famílias de povoadores micaelenses, alinhada nos setores liberais da sociedade, Antero de Quental continuou essa tradição, a exemplo do avô, André da Ponte de Quental, signatário da Constituição de 1822, e do pai, Fernando de Quental, um dos Bravos do Mindelo. Formado em Direito, pela Universidade de Coimbra, tornou-se no símbolo de uma geração, a Geração de 70 ou a Geração de Antero, e é referência obrigatória na poesia, no ensaio filosófico e literário, no jornalismo, mas também nas lutas pela liberdade de pensamento e pela justiça social, onde se afirmou como ideólogo destacado. Participou nos trabalhos que levaram à fundação do Partido Socialista, e foi um dos dinamizadores das Conferências Democráticas, inauguradas no dia 22 de Maio de 1871, no Casino Lisbonense, onde profere a conferência "Causas da decadência dos povos peninsulares", um dos textos anterianos mais lidos e discutidos. A consagração de Antero de Quental como poeta passa pela publicação de duas obras: as Odes Modernas (1865), cuja edição marca o advento da poesia moderna portuguesa e está na origem da polémica literária conhecida como "Questão Coimbrã" ou do "Bom Senso e Bom Gosto"; e os Sonetos completos (1886), que Miguel de Unamuno considerou "um dos mais altos expoentes da poesia universal, que viverão enquanto viva for a memória das gentes". Morreu a 11 de setembro de 1891, suicidando-se, no Campo de São Francisco, junto ao Convento da Esperança, em Ponta Delgada. Havia escrito na carta autobiográfica enviada a Wilhelm Storck, o tradutor alemão dos Sonetos, em Maio de 1887: "Morrerei, depois de uma vida moralmente tão agitada e dolorosa, na placidez de pensamentos tão irmãos das mais íntimas aspirações da alma humana e, como diziam os antigos, na paz do Senhor - Assim o espero".

Condições de Reprodução:

Restrita, mediante autorização da direção do ICPD

A utilização da imagem deve ser sempre acompanhada do respetivo crédito e código de referência
Ex.: ICPD/Coleção Fotográfica Digital: PT/ICPD/CFP.*****

Tipologia Documental: Outra
Assunto:

Retrato : Retrato de estúdio : Antero de Quental (1842-1891)

Idioma e Escrita: Português
Existência e Localização dos Originais: Instituto Cultural de Ponta Delgada [Ref.ª: ICPD-CF.00060]
Data de Criação: 05 Julho de 2018 às 16:18
Data de Modificação: 09 Abril de 2019 às 10:48
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